quarta-feira, 13 de junho de 2007

No dia de Santo Antônio

Ele faz falta. Agora, nem tanto para o beijo e o amor, mas pelas palavras alegres, incompatíveis com seus olhos melancólicos. As palavras nos uniram e nos traíram, e o que existe é o que ele chama de silêncio ensurdecedor. Consola-me saber que essa angústia não é unilateral. Ele sofre. Identifica-se com versos como “afundar obstinado o desejo”, “passos sobre o cinzento caminho”. Sim, sofre. E como não sofrer? Faço-lhe falta. Faz-me falta.
Fui só objeto de desejo? Não sei, mas é bom sentir o desejo de um homem, vê-lo irracional, sem pragmatismos, sem resistências, bicho solto buscando só prazer. Dar e ter.
Minha casa parece um santuário de Santo Antônio. Velas rosas, azuis e roxas colorem os cômodos. Apelo para tudo porque quero esquecimento, quero de volta alegria e paz. Eu e Claudia coletamos simpatias para atrair o bom, abrir as portas para o novo. Muito mel, maçã, fitinhas. Nada de maldade tipo tirar o jesusinho do colo do santo nem afogar nem pôr de cabeça pra baixo. Somos só coisas boas. Queremos saúde e menos trastes nos nossos caminhos.
Ontem, fui receber a bênção no convento porque hoje é dia de folguedos e estará lotado. Chorei. Não é a primeira vez que choro nessa igreja, a energia dos devotos impressiona e até os menos sensíveis se emocionam. Há paixão e fervor que grudam em você. Saí de lá ressuscitada, entendendo o sentido dos milagres.

2 comentários:

clamazonas disse...

flor, jantar no dia dos namorados c vc e meu querido, foi otimo!!! agora, planejar e executar nossas mandingas do bem, naum tem preço!!! hahahahahh!!! mtooo bom!!! olha, ainda to levando fé total!!! xoooooo MAUCAS!!!! xoooooo MANES!!!!! xooooo BAIXO ASTRAL!!!! viva EU, viva TU e viva o rabo do tatu!!!

clamazonas disse...

e viva SANTO ANTONIO!!!!!!!!!!!!