Men Loved Wholly Beyond Wisdon
Men loved wholly beyond wisdom
Have the staff without the banner.
Like a fire in a dry thicket
Rising within women's eyes
Is the love men must return.
Heart, so subtle now, and trembling,
What a marvel to be wise.
To love never in this manner!
To be quiet in the fern
Like a thing gone dead and still,
Listening to the prisoned cricket
Shake its terrible dissembling
Music in the granite hill.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
A pequena morte
Pequena morte, chamam na França, a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos faz por nos encontrar e acabando conosco nos principia. Pequena morte, dizem; mas grande, muito grande haverá de ser, se ao nos matar nos nasce. (Eduardo Galeano)
quinta-feira, 16 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Big Time
Gonna leave the pain behind
Gonna leave the fools in line
Gonna take the magic potion
Gettin' in an old black car
Gonna take a ride so far
To the land of sun tan lotion
Gonna take it state by state
Til I hit the golden gate
Get my feet wet in the ocean
I'm still living the dream we had,
For me it's not over
I'm still living the dream we had,
For me it's not over
Walkin on the bridge one day
Lookin out across the bay
I saw a rippling in the water
Once a big ship had passed
I borrowed a traveller's glass
And focused on the ocean's daughter
Kind of like a wave confused
Dancing in the sunset hues
She waved to me and called me over
I'm still living the dream we had,
For me it's not over
I'm still living the dream we had,
For me it's not over
Talkin' 'bout a friend of mine
Talkin' 'bout a gold mine
Richest vein in any mountain
Talkin' 'bout the enemy
Inside of me
Talkin' 'bout that youthful fountain
Talkin' 'bout you and me
Talkin' 'bout eternity
Talkin' 'bout the big time
I'm still living the dream we had,
For me it's not over
I'm still living the dream we had,
For me it's not over
segunda-feira, 13 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
Fraqueza de homens e santos
Mateus 26:34 Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.
Mateus 26:74 Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo.
Mateus 26:75 Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.
Mateus 26:74 Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo.
Mateus 26:75 Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Momento Serviço
Recebi da minha amiga Denise e adorei.
As primeiras páginas dos jornais de hoje em todo o mundo. Na parte superior da página ampliada está o link para acessar o jornal!
http://www.newseum.org:80/todaysfrontpages/flash/
As primeiras páginas dos jornais de hoje em todo o mundo. Na parte superior da página ampliada está o link para acessar o jornal!
http://www.newseum.org:80/todaysfrontpages/flash/
Depois do encontro com o Fiúza...
SUICÍDIO
(Bussunda, Marconi, Henrique e João)
Todo mundo que se suicida se dá mal
Qualé de se jogar nos trilhos do metrô da Central
É bem melhor viver oitenta e dois anos e morar com os índios
Quem sabe cê ganha na Loto
Seu time faz aquela contratação
Pendure sua chuteira mas deixe o seu pescoço em paz
Não conheço ninguém que se suicidou e se deu bem
Não conheço ninguém que se suicidou e se deu bem
Não pule desse trem
Vai que um anjo está passando e estraga a sua festa
E você fica aleijado com um arranhão na testa
(Bussunda, Marconi, Henrique e João)
Todo mundo que se suicida se dá mal
Qualé de se jogar nos trilhos do metrô da Central
É bem melhor viver oitenta e dois anos e morar com os índios
Quem sabe cê ganha na Loto
Seu time faz aquela contratação
Pendure sua chuteira mas deixe o seu pescoço em paz
Não conheço ninguém que se suicidou e se deu bem
Não conheço ninguém que se suicidou e se deu bem
Não pule desse trem
Vai que um anjo está passando e estraga a sua festa
E você fica aleijado com um arranhão na testa
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Só um oi
Hoje ouvi tua voz, teu oi doce, assim do nada, na hora do almoço. Tornei-me uma antena receptora, capturo qualquer resíduo deixado por ti aí, no crescer da distância, no passar do tempo. Tenho certeza de que eras tu, a memória é certeira, a saudade amplifica o som. Não sei para quem o oi. Mas era um oi. Deixa-me acreditar que foi para mim.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Oração do Tempo
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...
terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Xará Plath
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)
Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para
a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo
do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com
estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)
Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para
a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo
do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com
estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente
domingo, 29 de março de 2009
O outro lado
Paralisado, sem poder trabalhar, sem conseguir viver, ele ligou para a amante. Brincou em palavras, não tinha graça. Fechou o sorriso, a boca, o coração. Tentou dormir, e a sensacao que tinha tido dias antes, de angústia e medo, se intensificou. Tremeu como vara verde. Apelou para um remédio, mas às quatro acordou sem entender onde estava. Foi ao banheiro – sua reação ao nervosismo exacerbado – e se pôs a vomitar sem ter comido direito há dias, nada, dois bocados aqui e ali, nem almoço nem jantar. Precisava estar só e não podia. Sempre pessoas.
Começou a questionar tudo à sua volta. Estava apaixonado, e não tinha a menor capacidade emocional e física para bancar esse sentimento. Esperou o sol ir alto. O café da manhã em família era sem alma. Desmarcou a análise. Queria ver a outra, muito, muito. Faltava o ar como se estivessem apertando seu pescoço. Tentou andar pela casa e respirar fundo.
Telefonou novamente para a amante e desligou, antes que ela atendesse. Saiu de casa para vagar, tentar espantar a tristeza com o ruído dos passos. Parou na metade do caminho. Novamente os vômitos. Só pensava nela. Ela. Queria falar com ela.
Voltou e caiu duro na cama a olhar o teto, corpo coberto pelo edredon. Trinta e cinco graus lá fora. A voz dela era necessária, mas ali não dava. Deus, como queria a normalidade, nada é normal. Poderia ter sido, mas aconteceu esse amor entre eles e tudo ficou de pernas paro o ar.
Acordou já ao escurecer e resolveu sair de novo. Péssima idéia. O corpo não resistiu e ele retornou cambaleando. A esperança de vê-la não o abandonava. Foi ao prédio dela, interfonou, ninguém respondeu. Tentou o orelhão. "Alô", ela disse. Suas cores voltaram. Era ela, meus deuses. "Posso subir?". "Claro, venha". Abraçou-a sem dizer nada. Choraram juntos. Ela percebeu que ele morria. Deixou sangrar sem um beijo. "O que fazemos com essa paixão?", ele perguntou. Ela balançou a cabeça. Suspirou com ele, e morreram juntos, antes que ele voltasse para casa.
Começou a questionar tudo à sua volta. Estava apaixonado, e não tinha a menor capacidade emocional e física para bancar esse sentimento. Esperou o sol ir alto. O café da manhã em família era sem alma. Desmarcou a análise. Queria ver a outra, muito, muito. Faltava o ar como se estivessem apertando seu pescoço. Tentou andar pela casa e respirar fundo.
Telefonou novamente para a amante e desligou, antes que ela atendesse. Saiu de casa para vagar, tentar espantar a tristeza com o ruído dos passos. Parou na metade do caminho. Novamente os vômitos. Só pensava nela. Ela. Queria falar com ela.
Voltou e caiu duro na cama a olhar o teto, corpo coberto pelo edredon. Trinta e cinco graus lá fora. A voz dela era necessária, mas ali não dava. Deus, como queria a normalidade, nada é normal. Poderia ter sido, mas aconteceu esse amor entre eles e tudo ficou de pernas paro o ar.
Acordou já ao escurecer e resolveu sair de novo. Péssima idéia. O corpo não resistiu e ele retornou cambaleando. A esperança de vê-la não o abandonava. Foi ao prédio dela, interfonou, ninguém respondeu. Tentou o orelhão. "Alô", ela disse. Suas cores voltaram. Era ela, meus deuses. "Posso subir?". "Claro, venha". Abraçou-a sem dizer nada. Choraram juntos. Ela percebeu que ele morria. Deixou sangrar sem um beijo. "O que fazemos com essa paixão?", ele perguntou. Ela balançou a cabeça. Suspirou com ele, e morreram juntos, antes que ele voltasse para casa.
quinta-feira, 26 de março de 2009
P'SSOA
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
terça-feira, 17 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Caio Fernando Abreu
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada ¨impulso vital¨. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ¨estou contente outra vez¨... "
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Dona nobis pacem
Tenho a frase tatuada nos quadris. Já me perguntaram, mas logo aí? Sim, claro, em um lugar que remete a movimento. Onde mais? Tudo o que existe faz a existência do que não existe ser mais existente. E vice-versa. Deu para entender? Há um lamento clássico dos dramáticos que exemplifica bem: você só vai dar valor quando perder. É mais ou menos por aí.Voltando ao "dai-nos a paz", depois de um passeio ao deus-dará pelo Rio Sul, onde vi o Buda bebê tomando sorvete e canetas a preços de finas jóias, fui me encontrar com Nossa Senhora das Graças na Igreja de Santa Teresinha, bem ao lado do shopping. Lembrava-me dos talhos em mármore branco mais simpáticos, fazendo jus à denominação de Virgem do Sorriso. Havia uma certa sisudez na imagem hoje. Mudou ela ou eu? Mas a paz estava ali, comigo. Fui rezar por amigos que precisavam, e acabei pensando em mim. Engraçado como nessas horas vazias a gente tende a uma autopiedade, não? Saí de lá com a sensação de um mundo a completar. Estranho. Não perdi a fé, mas me cansam essas lacunas.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Meu mundo e Nada Mais revisitada
(pós-show de Adriana Calcanhotto)
Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades que eu sabia
Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz que eu tinha
Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo, estou mudado
À meia noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer
Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais
Não estou bem certo se ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura
Como ser mais livre, como ser capaz
De enfrentar um novo dia
Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo, estou mudado
À meia noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer
Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais
Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo, estou mudado
À meia noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer
Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais...
Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades que eu sabia
Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz que eu tinha
Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo, estou mudado
À meia noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer
Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais
Não estou bem certo se ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura
Como ser mais livre, como ser capaz
De enfrentar um novo dia
Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo, estou mudado
À meia noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer
Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais
Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo, estou mudado
À meia noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer
Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Traição
Oh my word, what does it mean?
Is it love or is it me
That makes me change so suddenly?
Looking out, feeling free.
Sit here lying in my bed,
Wondering what it was I'd said
That made me think
I'd lost my head,
When I knew I lost my heart instead.
Won't you please read my signs, be a gypsy.
Tell me what I hope to find deep within me.
Because you can find my mind, please be with me.
Of all the better things I've heard,
Loving you has made the words
And all the rest seem so absurd,
'Cause in the end it all comes out unsure.
Is it love or is it me
That makes me change so suddenly?
Looking out, feeling free.
Sit here lying in my bed,
Wondering what it was I'd said
That made me think
I'd lost my head,
When I knew I lost my heart instead.
Won't you please read my signs, be a gypsy.
Tell me what I hope to find deep within me.
Because you can find my mind, please be with me.
Of all the better things I've heard,
Loving you has made the words
And all the rest seem so absurd,
'Cause in the end it all comes out unsure.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Cachaça de macumba
Uns dizem que sofrem porque atiraram pedra na cruz. Tenho certeza de que meus tormentos começaram numa esquina de Ipanema, quando subtraí a garrafa de cachaça de um despacho a caminho de uma festa, pencas de anos atrás.
Seguia com meu namorado e dois amigos e não me lembro de quem foi a idéia de desfalcar o ebó da caninha que jazia tentadoramente ali. A ação com certeza foi minha. Incentivada pela embriaguez e pela aventura, queria beber daquela garrafa mágica, que me ofuscava a consciência com seu néon. Mais tarde, percebi na carne as conseqüências de dar golpes em santos e entidades. Sim, sou supersticiosa.
Chegamos trôpegos, eu com a garrafa na mão, à casa na Barão da Torre que seria demolida para a construção de um edifício. A festa, uma das muitas de despedida do local, estava estranha, se desenrolava em câmera lenta. Nós quatro entramos em ritmo de “uhúúú, vamos detonar”, mas os convidados pareciam alheios à nossa presença esfuziante. Olhei para a beberagem enfeitiçada que segurava com um egoísmo desconhecido para mim: “Maneiro, essa cachaça dá o poder da invisibilidade. Ou será que não estamos aqui? Ou será que não estamos em lugar nenhum?”. Pronto. Começava a rolar a paranóia e a vingança do além.
Convoquei uma assembléia rápida com os outros três. Vambora daqui, sentenciei. Mas pra onde?, vacilaram os moços. Linha Branca – pra quem não sabe, era como chamávamos a Pinheiro Machado quando o rumo eram as ladeiras de Santa Teresa via Catumbi.No Golzinho preto do meu namorado, com a garrafa na mão sempre e a cabeça pra fora da janela em busca de ar fresco – a essa altura o estrago do álcool já era sentido em ondas de enjôo –, vi o Rio como o paraíso para desvalidos amantes do goró. Em praias, encruzilhadas ou nas mãos de criaturas que não deram conta de buscar refúgio para curar a manguaça, e abandonaram os corpos na rua, sempre há uma garrafa cheia, ou quase cheia, ou suficientemente cheia para alguém pegar. Divagava, quando a sirene da polícia incomodou meus pensamentos. Em vez, de parar, meu namorado acelerou, efeito da cachaça do ebó. Os homens vieram a toda, mostrando as armas. Nada a temer, éramos invisíveis.
A sirene ficou para trás, a garrafa continuava na mão. Em velocidade na Almirante Alexandrino, rodamos 180° nos trilhos derrapantes dos bondes. A cana voou pela janela, se espatifando no chão. Era o santo cobrando o seu quinhão, enfim.Nunca houve perdão para o pecado distraído de roubar o despacho. As divindades deram o veredicto naquela mesma noite ao meu “crime’: serás alvo da sanha de bêbados e loucos até o fim dos seus dias. Assim foi e assim é.
Seguia com meu namorado e dois amigos e não me lembro de quem foi a idéia de desfalcar o ebó da caninha que jazia tentadoramente ali. A ação com certeza foi minha. Incentivada pela embriaguez e pela aventura, queria beber daquela garrafa mágica, que me ofuscava a consciência com seu néon. Mais tarde, percebi na carne as conseqüências de dar golpes em santos e entidades. Sim, sou supersticiosa.
Chegamos trôpegos, eu com a garrafa na mão, à casa na Barão da Torre que seria demolida para a construção de um edifício. A festa, uma das muitas de despedida do local, estava estranha, se desenrolava em câmera lenta. Nós quatro entramos em ritmo de “uhúúú, vamos detonar”, mas os convidados pareciam alheios à nossa presença esfuziante. Olhei para a beberagem enfeitiçada que segurava com um egoísmo desconhecido para mim: “Maneiro, essa cachaça dá o poder da invisibilidade. Ou será que não estamos aqui? Ou será que não estamos em lugar nenhum?”. Pronto. Começava a rolar a paranóia e a vingança do além.
Convoquei uma assembléia rápida com os outros três. Vambora daqui, sentenciei. Mas pra onde?, vacilaram os moços. Linha Branca – pra quem não sabe, era como chamávamos a Pinheiro Machado quando o rumo eram as ladeiras de Santa Teresa via Catumbi.No Golzinho preto do meu namorado, com a garrafa na mão sempre e a cabeça pra fora da janela em busca de ar fresco – a essa altura o estrago do álcool já era sentido em ondas de enjôo –, vi o Rio como o paraíso para desvalidos amantes do goró. Em praias, encruzilhadas ou nas mãos de criaturas que não deram conta de buscar refúgio para curar a manguaça, e abandonaram os corpos na rua, sempre há uma garrafa cheia, ou quase cheia, ou suficientemente cheia para alguém pegar. Divagava, quando a sirene da polícia incomodou meus pensamentos. Em vez, de parar, meu namorado acelerou, efeito da cachaça do ebó. Os homens vieram a toda, mostrando as armas. Nada a temer, éramos invisíveis.
A sirene ficou para trás, a garrafa continuava na mão. Em velocidade na Almirante Alexandrino, rodamos 180° nos trilhos derrapantes dos bondes. A cana voou pela janela, se espatifando no chão. Era o santo cobrando o seu quinhão, enfim.Nunca houve perdão para o pecado distraído de roubar o despacho. As divindades deram o veredicto naquela mesma noite ao meu “crime’: serás alvo da sanha de bêbados e loucos até o fim dos seus dias. Assim foi e assim é.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Santa Teresa D'Ávila
VERSOS NACIDOS AL FUEGO DEL AMOR
Vivo sin vivir en mí, y de tal manera espero, que muero porque no muero.
Vivo ya fuera de mí después que muero de amor; porque vivo en el Señor, que me quiso para sí; cuando el corazón le di puse en él este letrero: que muero porque no muero.
Esta divina prisión del amor con que yo vivo ha hecho a Dios mi cautivo, y libre mi corazón; y causa en mí tal pasión ver a Dios mi prisionero, que muero porque no muero.
¡Ay, qué larga es esta vida! ¡Qué duros estos destierros, esta cárcel, estos hierros en que el alma está metida! Sólo esperar la salida me causa dolor tan fiero, que muero porque no muero.
¡Ay, qué vida tan amarga do no se goza el Señor! Porque si es dulce el amor, no lo es la esperanza larga. Quíteme Dios esta carga, más pesada que el acero, que muero porque no muero.
Sólo con la confianza vivo de que he de morir, porque muriendo, el vivir me asegura mi esperanza. Muerte do el vivir se alcanza, no te tardes, que te espero, que muero porque no muero.
Mira que el amor es fuerte, vida, no me seas molesta; mira que sólo te resta, para ganarte, perderte. Venga ya la dulce muerte, el morir venga ligero, que muero porque no muero.
Aquella vida de arriba es la vida verdadera; hasta que esta vida muera, no se goza estando viva. Muerte, no me seas esquiva; viva muriendo primero, que muero porque no muero.
Vida, ¿qué puedo yo darle a mi Dios, que vive en mí, si no es el perderte a ti para mejor a Él gozarle? Quiero muriendo alcanzarle, pues tanto a mi Amado quiero, que muero porque no muero.
Vivo sin vivir en mí, y de tal manera espero, que muero porque no muero.
Vivo ya fuera de mí después que muero de amor; porque vivo en el Señor, que me quiso para sí; cuando el corazón le di puse en él este letrero: que muero porque no muero.
Esta divina prisión del amor con que yo vivo ha hecho a Dios mi cautivo, y libre mi corazón; y causa en mí tal pasión ver a Dios mi prisionero, que muero porque no muero.
¡Ay, qué larga es esta vida! ¡Qué duros estos destierros, esta cárcel, estos hierros en que el alma está metida! Sólo esperar la salida me causa dolor tan fiero, que muero porque no muero.
¡Ay, qué vida tan amarga do no se goza el Señor! Porque si es dulce el amor, no lo es la esperanza larga. Quíteme Dios esta carga, más pesada que el acero, que muero porque no muero.
Sólo con la confianza vivo de que he de morir, porque muriendo, el vivir me asegura mi esperanza. Muerte do el vivir se alcanza, no te tardes, que te espero, que muero porque no muero.
Mira que el amor es fuerte, vida, no me seas molesta; mira que sólo te resta, para ganarte, perderte. Venga ya la dulce muerte, el morir venga ligero, que muero porque no muero.
Aquella vida de arriba es la vida verdadera; hasta que esta vida muera, no se goza estando viva. Muerte, no me seas esquiva; viva muriendo primero, que muero porque no muero.
Vida, ¿qué puedo yo darle a mi Dios, que vive en mí, si no es el perderte a ti para mejor a Él gozarle? Quiero muriendo alcanzarle, pues tanto a mi Amado quiero, que muero porque no muero.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
QUE DÚVIDA TINHAS QUE O FOGO PASSARIA POR TI?
Bastava ficares em silêncio,
aguardares a passagem do vento,
a crueldade das flores acesas,
outras luzes ao sul.
O tempo passou, como a carroça dos ciganos a fechar a feira.
aqui só ficaram as tendas mais pobres e escuras.
Ainda acreditas que o fogo passará por ti?
MÚSICA CALADA
Dizias que nos sobram as palavras:
e era o lugar perfeito para as coisas
esse escuro vazio no teu olhar.
E demorava a dura paciência,
fruto do frio nas nossas mãos vazias
que mais coisas não tinham para dar.
Dizia então a dor o nosso gesto
e durava nas coisas mais antigas
a solidão sem rasto que há no mar.
(Luís Filipe Castro Mendes)
Bastava ficares em silêncio,
aguardares a passagem do vento,
a crueldade das flores acesas,
outras luzes ao sul.
O tempo passou, como a carroça dos ciganos a fechar a feira.
aqui só ficaram as tendas mais pobres e escuras.
Ainda acreditas que o fogo passará por ti?
MÚSICA CALADA
Dizias que nos sobram as palavras:
e era o lugar perfeito para as coisas
esse escuro vazio no teu olhar.
E demorava a dura paciência,
fruto do frio nas nossas mãos vazias
que mais coisas não tinham para dar.
Dizia então a dor o nosso gesto
e durava nas coisas mais antigas
a solidão sem rasto que há no mar.
(Luís Filipe Castro Mendes)
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
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