Já há meses terminei Sayonara, Gangsters, do Genichiro Takahashi. Fiquei meio elétrica quando li. Comprei o livro por acaso, acho que pelo "sayonara", por ser a palavra japonesa para despedida - e eu ando mesmo em um longo período de adeus. O livro é tudo: belo, poético, intrigante, esquisito, viajante, febril. As expressões e referências dele são saudade para mim.
"Dói dói e tenho medo medo medo".
Tenho medo. Mas, estranhamente, tenho paz nesta minha prisão de pavor. Uma tranqüilidade inquieta, é verdade. Não me jogo, por isso não caio, e assim flano paralisada na linearidade de uma vida que desconhece a espera em seu mais amplo sentido. Não é o que eu sou, mas no que me transformei temporariamente sem minhas emoções de casa dos espelhos. Conformada, sigo, só em uma direção: a do tempo. Em uma direção, só, conformada, sigo. Vou rápido para me iludir com os movimentos de fora acenando para minhas sensações congeladas. Sayonara.
...hoje, de manhã, entrei em uma dessas lojas de 1,99, na entrada, havia uma lata com bolinhas de gude (bilocas), peguei algumas e senti, por um momento, uma vontade imensa de jogar "casinha". Tenho uma filha de 12 anos,... hoje não deu, mas amanhã vou com ela chupar picolé sentado no meio-fio.
ResponderExcluirPicolé de groselha!
ResponderExcluirVOLTAREI amiga gostei do espaço, agradável e simpatico.
ResponderExcluirbjo
paradoxos
Anônimo, picolé de groselha me parece meio artesanal, não? Lembro-me do gosto do refresco de groselha. Uma delícia açucarada antiga. Meu pai duvidava que houvesse groselha naquele líquido grená forte, dizia que era tudo "química". Foram-se o vermelho da groselha e o doce da vida.
ResponderExcluirVolte, Eduardo. Gosto de pessoas comigo.
Um beijo